Casos graves de doenças respiratórias aumentam em crianças no DF e em Goiás

Casos graves de doenças respiratórias aumentam em crianças no DF e em Goiás

*Por Cintia Ferreira

O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas tem acendido um alerta em Goiás e no Distrito Federal. Dados do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, mostram crescimento nas hospitalizações, principalmente entre crianças menores de 2 anos, com destaque para a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR).

De acordo com o levantamento, o Centro-Oeste, que inclui Goiás e o DF, está entre as regiões com tendência de alta nos casos, acompanhando um cenário observado também em outras partes do país. O VSR é apontado como o principal responsável pelo aumento das internações nessa faixa etária e está diretamente ligado a quadros como bronquiolite, comum em bebês.

Além do VSR, outro fator de preocupação na região é o avanço da influenza A. O boletim indica que os casos associados a esse vírus seguem em crescimento no Centro-Sul do país, incluindo Goiás e o Distrito Federal, o que contribui para a pressão sobre os serviços de saúde.

Apesar do aumento das doenças respiratórias, os casos graves relacionados à Covid-19 continuam em queda, segundo a análise.

Especialistas reforçam que crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações respiratórias. Por isso, medidas de prevenção são consideradas essenciais. Entre elas, está a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gestação, que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra o VSR.

Outro ponto destacado é a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A imunização pode reduzir casos graves e internações.

Os dados também mostram que, embora o número geral de casos de SRAG no país esteja estável, a incidência segue mais elevada entre crianças pequenas. Já a mortalidade continua maior entre idosos, principalmente associada à influenza A e à Covid-19.

No recorte mais recente, os vírus respiratórios mais identificados nos casos positivos foram o rinovírus, a influenza A e o VSR, reforçando a necessidade de atenção redobrada para doenças respiratórias sazonais.

O cenário em Goiás e no Distrito Federal indica a necessidade de vigilância constante e reforço nas estratégias de prevenção, principalmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 37.244 casos, sendo 15.816 (42,5%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 14.723 (39,5%) negativos e ao menos 3.990 (10,7%) aguardando resultado. Entre os casos positivos do ano corrente, os pesquisadores do Boletim InfoGripe verificaram que 41,1% foram de rinovírus 25,5% de influenza A; 17,4% de VSR; 10,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19); e 1,7% de influenza B.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 33% para rinovírus; 32,2% para influenza A; 26,3% para VSR; 5,5% para Sars-CoV-2 (Covid-19); e 2,4% para influenza B. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 40,8% para influenza A; 26,9% para rinovírus; 23,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19); 5,3% para VSR; e 4,1% para influenza B.

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás reforça a importância da imunização. De acordo com a pasta a vacinação contra a Influenza começou em Goiás no último dia 28 de março. A vacinação permanece sendo realizadas nas mais de mil salas de vacinação nos municípios goianos para os grupos prioritários.

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