Corrupção? Cappelli responde: “Sou PSB”
Corrupção? Cappelli responde: “Sou PSB” Foto: Reprodução Kiko Caputo questiona Ricardo Cappelli sobre escândalos associados à esquerda, ma…
Corrupção? Cappelli responde: “Sou PSB”
| Foto: Reprodução |
Kiko Caputo questiona Ricardo Cappelli sobre escândalos associados à esquerda, mas resposta do candidato se concentra no PSB e em Geraldo Alckmin
O primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal, realizado pela Band neste domingo (9), colocou seis nomes frente a frente na disputa pelo Palácio do Buriti.
Entre críticas, cobranças e tentativas de marcar posição, um dos momentos de maior tensão ocorreu quando o advogado Kiko Caputo (Novo) levou Ricardo Cappelli para um terreno delicado: corrupção e probidade na política.
Caputo questionou o candidato do PSB sobre episódios de corrupção associados a governos e partidos de esquerda.
A pergunta reuniu referências a diferentes momentos da política brasileira e colocou Cappelli diante da necessidade de explicar como pretende tratar questões de integridade e responsabilidade administrativa em um eventual governo.
Quando a pergunta é sobre corrupção, mas a resposta passa pelo partido
Cappelli não avançou diretamente sobre todos os episódios mencionados.
Em sua resposta, preferiu destacar o posicionamento político de sua legenda e a presença de Geraldo Alckmin no PSB.
“Veja, candidato, primeiro, o meu partido é de centro-esquerda. Meu partido é o PSB, de Geraldo Alckmin, que eu tenho muito orgulho de ter no meu partido.”
A resposta deslocou o foco da pergunta original. Enquanto Caputo havia colocado em discussão casos e episódios relacionados à corrupção e à atuação de governos e partidos, Cappelli concentrou sua fala na identidade ideológica do PSB e na composição da legenda.
O resultado foi um daqueles momentos típicos de debate eleitoral em que pergunta e resposta seguem caminhos diferentes.
A questão levantada foi sobre corrupção; a resposta começou pela posição do partido no espectro político.
O PSB como resposta
Ao citar Geraldo Alckmin, Cappelli procurou reforçar a identidade do PSB como uma legenda de centro-esquerda e apresentar sua vinculação partidária como elemento de defesa política.
A estratégia, entretanto, deixou parte da pergunta de Caputo sem uma resposta direta no trecho do debate.
Em vez de comentar individualmente as acusações e episódios citados, Cappelli optou por apresentar a legenda que representa e destacar a presença de Alckmin no partido.
Lula ficou fora da resposta
Outro ponto que chamou atenção foi a ausência de uma abordagem mais direta sobre a relação de Cappelli com o campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora o candidato tenha atuação pública ligada à defesa do governo Lula, naquele momento do debate sua resposta ficou concentrada no PSB, na classificação de centro-esquerda e na presença de Alckmin na legenda.
A mudança de foco deu à cena um componente peculiar: a pergunta procurava uma resposta sobre corrupção e probidade, enquanto Cappelli escolheu responder a partir da identidade partidária.
Caputo não retomou a pergunta
Após a resposta, Kiko Caputo não voltou ao ponto inicial para cobrar de Cappelli uma manifestação específica sobre os episódios mencionados. O debate seguiu para outro tema.
Com isso, o confronto terminou sem uma resposta mais detalhada sobre a questão central levantada pelo candidato do Novo.
O episódio ilustra uma das características mais marcantes dos debates eleitorais: nem sempre a pergunta feita é a mesma questão que aparece na resposta.
No palco da Band, Cappelli falou sobre o PSB e Geraldo Alckmin. Caputo havia perguntado sobre corrupção.
E a diferença entre as duas coisas acabou sendo, por si só, um dos momentos mais comentados do confronto.
Da redação



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