Sol Nascente recebe vistoria para início de obra de recuperação ambiental avaliada em R$ 3,9 milhões

Sol Nascente recebe vistoria para início de obra de recuperação ambiental avaliada em R$ 3,9 milhões

Por Cintia Ferreira

O Governo do Distrito Federal realizou uma vistoria técnica na área onde será executada a obra de recuperação ambiental da Quadra 74, Trecho 3, do Sol Nascente. A intervenção faz parte do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) e contará com investimento estimado em R$ 3,9 milhões.

A ação reuniu representantes da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, técnicos da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) e integrantes da empresa Basevi, responsável pela execução do serviço.

Segundo o GDF, a vistoria teve como objetivo avaliar as condições atuais do terreno e realizar ajustes técnicos no projeto original antes do início das obras.

O projeto prevê uma série de intervenções para conter o avanço da erosão e recuperar a área degradada, incluindo implantação de drenagem, estabilização do solo, revegetação do terreno e plantio de árvores.

De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Lucas Araújo, parte da erosão acabou sendo aterrada ao longo do tempo com resíduos e materiais excedentes de outras construções. Por isso, uma das primeiras etapas será a construção de uma via de serviço para permitir o tráfego seguro das máquinas utilizadas na obra.

Na sequência, será implantado o sistema Terramesh, estrutura utilizada para contenção de solo que combina malhas metálicas com reforço contínuo para aumentar a estabilidade do terreno.

O projeto também inclui recomposição de taludes, instalação de drenos e outras intervenções técnicas para evitar novos processos erosivos na região.

Segundo Araújo, a tecnologia escolhida foi considerada a mais adequada devido às características da área. Ele explicou que métodos tradicionais exigiriam mais espaço e poderiam até resultar na remoção de moradias próximas ao córrego.

A expectativa é de que os ajustes finais no projeto sejam concluídos em até 20 dias. Depois disso, as obras devem começar, com prazo estimado entre cinco e seis meses para conclusão.

O secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro, afirmou que o problema da erosão é resultado da ocupação desordenada e da ausência histórica de sistemas de drenagem e pavimentação no local.

Segundo ele, o volume de água da chuva escoava sem controle adequado, causando danos ao solo e colocando moradores em situação de risco.

Casimiro destacou ainda que a recuperação só pode ser executada agora porque parte da infraestrutura urbana da região já foi implantada.

A administradora regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, Michelle Aires, afirmou que a obra representa uma demanda antiga da comunidade e destacou a expectativa positiva dos moradores em relação às intervenções.

Quem vive na região também acompanha o início dos trabalhos com esperança. A moradora Lucineide Santos da Silva, que mora no local há 12 anos, lembrou do medo enfrentado por famílias da região diante do avanço da erosão. “Já falaram até em tirar a gente daqui por causa do risco das casas desabarem. Então, essa obra é uma bênção”, afirmou.

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