Pré-candidato à Presidência, Caiado defende endurecimento contra facções e mais autonomia aos municípios
Ronaldo Caiado foi o segundo pré-candidato à Presidência da República a discursar, nesta quarta-feira (20), na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília. No encontro com prefeitos, o ex-governador de Goiás defendeu o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um novo pacto federativo e a descentralização de decisões hoje concentradas em Brasília.
Segundo Caiado, políticas públicas precisam ser construídas com a participação direta dos gestores municipais, levando em conta as diferenças regionais. “O complicado não é só ganhar eleição, é governar”, afirmou.
No discurso, o pré-candidato destacou sua trajetória política, iniciada em disputas nacionais ainda em 1989, e citou mandatos como deputado, senador e governador. Para ele, a experiência acumulada dá base para apresentar propostas ao país. “Quando fui candidato ao governo, prometi devolver Goiás aos goianos. Agora prometo devolver o Brasil aos brasileiros”, disse.
Caiado também citou ações realizadas durante sua gestão em Goiás nas áreas de segurança pública, educação, habitação, saúde e assistência social. Ele afirmou que governou em parceria com os municípios e defendeu que a segurança deve ser enfrentada por forças estaduais e federais, com apoio aos prefeitos.
Na educação, disse que investimentos em escolas e programas voltados aos jovens ajudaram a melhorar indicadores no estado. Na habitação, afirmou ter entregue mais de 7 mil casas a custo zero para famílias inscritas no CadÚnico, em situação de pobreza ou extrema pobreza.
O ex-governador também criticou pontos da Reforma Tributária, especialmente o impacto sobre microempresas e prestadores de serviços nos municípios. Segundo ele, o país precisa de medidas que fortaleçam pequenos empreendedores e gerem renda local.
Ao longo da fala, Caiado buscou associar sua pré-candidatura a propostas embasadas, autoridade moral e uma trajetória política consolidada. “Não se governa com discurso. Governa-se com trajetória de vida”, afirmou.



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