Loja Colaborativa Cerrado Feminino inicia nova etapa | ASN Distrito Federal
A Loja Colaborativa Cerrado Feminino, localizada na tradicional Feira da Torre de TV, iniciou no último sábado, 9 de maio, a sua terceira etapa de atividades voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e da economia criativa local. O espaço é fruto de uma parceria estratégica firmada entre a Secretaria de Estado da Mulher, o Sebrae no Distrito Federal e o Instituto BRB e funciona aos sábados e domingos, das 9h às 17h, nos boxes 95 e 96 do Bloco C, como uma vitrine para o talento de mulheres artesãs e manualistas com atuação no Distrito Federal.
Assim como nas fases anteriores, este novo ciclo conta com a participação de 80 profissionais que foram selecionadas via chamamento público. Desse total, 21 já contam com produtos expostos na loja, em uma operação que consiste em um modelo de rodízio trimestral, garantindo que diferentes grupos de empreendedoras ocupem os boxes a cada período. Outras mulheres ainda devem ocupar o espaço até o fim deste ano.
O catálogo de produtos convida o público a uma imersão na identidade da cultura brasiliense, reunindo criações desenvolvidas a partir das sete tipologias contempladas nas capacitações técnicas do projeto Cerrado Feminino: biojoias, bolsas, bonecas, bordados, costura criativa, crochê casa e decoração, e crochê moda e acessórios. As peças expressam a diversidade de saberes e técnicas das artesãs participantes, incorporando referências estéticas, simbólicas e materiais inspiradas no bioma Cerrado e na criatividade feminina do Distrito Federal.
Todas as profissionais selecionadas para esta terceira etapa foram beneficiadas por ações ocorridas no âmbito do projeto Cerrado Feminino, uma iniciativa do Sebrae no DF que oferece capacitações integradas em habilidades técnicas e gerenciais. A iniciativa é desenvolvida para que as artesãs e manualistas não apenas aprimorem suas peças, mas também desenvolvam uma visão estratégica de negócio, estando preparadas para expor na loja colaborativa da Feira da Torre de TV e também em outros locais.
“Essas mulheres passaram por um intenso cronograma de treinamentos nos últimos meses. O foco principal foi subir o nível da produção, cuidando de cada detalhe e principalmente do acabamento das peças, algo que conseguimos viabilizar com o uso de máquinas do Senai/DF. Também trabalhamos o lado da gestão, para que elas pudessem compreender estruturar seus próprios negócios de maneira profissional e sustentável. Ver esse resultado na prática é muito gratificante. A loja tem se tornado uma verdadeira referência”, explicou o analista da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistemas de Negócios do Sebrae no DF, Tiago Gammaro.

A excelência alcançada pela loja já rompe as fronteiras do Distrito Federal e projeta a iniciativa como um modelo de sucesso para outras regiões e até mesmo outros países. Segundo Mônica Fortunato, também analista da Assessoria de Políticas Públicas do Sebrae no DF, o espaço despertou o interesse de gestores de políticas públicas de outras unidades do Sistema Sebrae e até de comitivas internacionais, interessados em replicar a metodologia.

“Estamos muito felizes porque o projeto da loja se consolidou como um case de sucesso em menos de um ano. A iniciativa tem sido procurada por representantes de outros estados e chegou até a ser visitada por membros de uma delegação do governo de Angola. Mas acima de tudo, nosso sentimento é de dever cumprido por ver essas mulheres aperfeiçoando habilidades e, sobretudo, gerando renda. Isso confirma que o projeto é uma oportunidade real de transformação econômica e social”, celebrou Mônica.
A consolidação do projeto como ferramenta de transformação social é reforçada pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal, que tem planejado a expansão das lojas colaborativas para outras regiões administrativas. Para a subsecretária de Promoção das Mulheres, Silvia Rita de Souza, a iniciativa tem cumprido seu papel fundamental de levar independência financeira às famílias brasilienses por meio de uma cooperação técnica que ela considera vital.
“Este é um projeto que cresceu muito em um ano e nosso plano agora é levá-lo para novos espaços, pois o impacto positivo na vida dessas mulheres e de suas famílias é real. Nesse processo, a parceria com o Sebrae é essencial, pois nos traz a expertise em empreendedorismo que o projeto Cerrado Feminino precisa para avançar. Sem esse apoio, seria impossível manter e ampliar essa rede de autonomia e geração de renda”, comentou Silvia Rita.

A trajetória da artesã Marinê Rocha, idealizadora da Crochetê, é um exemplo do impacto real do projeto na vida de mulheres do Distrito Federal. O artesanato, por muitos anos, funcionou como um hobby que ela aprendeu na infância ao conviver com sua madrinha de batismo.
Durante a pandemia, a prática ganhou contornos profissionais e ela decidiu buscar o apoio do Sebrae no DF para estruturar uma ideia de negócio que resultou, entre tantos resultados, em uma expressiva participação na etapa inaugural da loja instalada na Torre de TV. Agora, Marinê retorna ao espaço para participar do terceiro ciclo com um portfólio compostos por peças mais bem trabalhadas, com um comportamento ainda mais amadurecido e uma visão comercial estratégica, consolidada após ter participado das atividades recentes do projeto.

“Participar da primeira etapa foi um verdadeiro divisor de águas. Antes, eu sabia fazer o artesanato, mas não tinha ideia de como precificar, apresentar ou comercializar minhas peças. O apoio do Sebrae e da Secretaria da Mulher nos deu a visibilidade e o conhecimento necessários para transformar o talento manual em um empreendimento de verdade. Estou muito feliz em voltar agora com peças exclusivas e mostrar como esse fomento ao empreendedorismo feminino realmente abre portas e profissionaliza a nossa arte”, afirmou Marinê.
Créditos das Notícias Sebrae DF



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