Lab Day tem primeira edição voltada ao setor de educação do DF | ASN Distrito Federal
O Sebrae no DF promoveu, na noite da última terça-feira, 27 de outubro, a décima edição do Lab Day em 2026. O evento, realizado mensalmente no Sebraelab, ambiente de estímulo à criatividade e à inovação localizado no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC), foi voltado pela primeira vez aos gestores da rede privada de educação do DF, bem como às empresas e startups que associam inovação tecnológica e pedagogia para transformar modelos de ensino e a gestão escolar.
O Lab Day promove a aproximação entre empresas, startups, empreendedores e negócios de base tecnológica, estimulando o networking, a troca de experiências e a geração de oportunidades de negócios. Como a edição foi voltada ao setor educacional, o evento buscou conectar escolas, empreendedores e empresas inovadoras, apresentando ferramentas e serviços que possam contribuir para a modernização da gestão escolar e para o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.
Ao abrir a programação, Diná Ferraz, diretora técnica do Sebrae no DF, comentou sobre a importância de o evento ser voltado ao setor educacional. Ela lembrou que a educação é um alicerce fundamental para o desenvolvimento pessoal, social e econômico, sendo essencial para a formação de cidadãos críticos e para a transformação da sociedade, e que o Brasil, como um todo, é repleto de escolas de alto nível que acompanham os avanços tecnológicos.
Nesse sentido, a dirigente salientou o papel do Sebrae como instituição capaz de ofertar suporte às escolas em gestão, inovação e outros assuntos para que o ensino seja dinâmico e envolva cada vez mais os estudantes. “Hoje, a educação exige dinamismo, estímulo e integração com ferramentas digitais. O modelo tradicional tornou-se obsoleto. A prioridade agora é uma aprendizagem cada vez mais envolvente, e o Sebrae está pronto para caminhar ao lado das instituições de ensino para que isso seja cada vez mais uma realidade”, afirmou.
Clayton da Silva Braga, atual vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal (Sinepe/DF), reforçou que a educação passa por um processo de transformação e que o modelo antigo já não responde às demandas atuais. Para ele, o ensino precisa partir do ser humano e da natureza, observando ciclos naturais. Assim, ele defendeu uma escola disruptiva, capaz de unir o contato com o meio natural à inovação. “Precisamos sonhar com coisas novas, não dá mais para ficar preso ao modelo antigo”, pontuou.
O dirigente, que assume a gestão do Sinepe/DF nos próximos meses, também destacou o papel das empresas e das startups que levam às escolas propostas diferentes e inovadoras. Ele comemorou a realização de uma edição do Lab Day voltada ao setor de educação do DF. “Este evento, especificamente, foi bastante inovador. Não conhecia este espaço e nem essa proposta que o Sebrae mantém. Mas vejo aqui um modelo diferente de criar relacionamentos, de aproximar empresas das inovações que surgem no mercado. As escolas têm muito a ganhar com essa edição do Lab Day”, observou Clayton.

A programação seguiu conduzida por Tony Ventura, especialista em tecnologia que busca novas ferramentas capazes de fazer diferença nos negócios. De forma dinâmica e descontraída, ele mostrou aos gestores presentes soluções disponíveis no mercado e que podem colaborar no dia a dia de instituições de ensino.
Entre elas estão o Product Hunt, plataforma onde se descobrem lançamentos de produtos digitais; o Higgsfield, que gera vídeos e imagens com inteligência artificial; o Gemini Notebook, antigo NotebookLM, ferramenta do Google que organiza e resume documentos enviados pelo próprio usuário, com respostas baseadas nesse material; e o Crystal Knows, que analisa perfis de personalidade para orientar a comunicação em vendas e nas relações profissionais.
Ventura também tratou de falar ao público sobre a importância de conhecer as ferramentas disponíveis e usá-las com criatividade. Além disso, ele defendeu que o uso da inteligência artificial não compromete a capacidade cognitiva das pessoas. Segundo ele, a IA pode potencializar o raciocínio crítico, permitindo um foco maior na criatividade e na resolução de problemas complexos.
O especialista também conduziu as apresentações de pitches, momento que já se consolidou como um dos pontos altos das edições do Lab Day em 2026 e funciona como vitrine estratégica para pequenos empreendimentos do mercado brasiliense. Participaram representantes da Br.ino; Marie Inteligência Educacional; Futurize; Hub Escola; Estude DF; Sign; Editora Escreva; Sítio Geranium; Sítio Pinheiros; e da agência Me Leva Cerrado.

A edição voltada ao setor de educação foi avaliada de forma positiva por Patrícia Ferreira, analista da Gerência de Negócios em Rede e gestora do projeto Conecta Escola do Sebrae no DF. Ela contou que reunir as escolas particulares perto do fim do ano foi um desafio, já que o setor está concentrado na captação de novos alunos e no fechamento do ano letivo. Mesmo assim, o encontro reuniu mais de 150 pessoas que integram o ecossistema da educação no DF.
“É uma edição que vai ficar marcada na história e que servirá como exemplo para que possamos promover outras edições do Lab Day para este setor. O sucesso de público e o engajamento dos gestores provam que a educação está ávida por inovação, e o Sebrae seguirá fortalecendo essa ponte entre o ensino e as novas tecnologias”, analisou Patrícia.
A gestora ressaltou, ainda, o impacto do Sebrae no DF por meio da educação empreendedora, iniciativa que anualmente mobiliza milhares de estudantes em todo o território. Patrícia enfatizou que as instituições privadas, enquanto organizações empresariais, demandam suporte técnico para otimizar suas operações e garantir longevidade no mercado.

“Nosso objetivo é caminhar lado a lado com esse segmento, oferecendo soluções estratégicas que assegurem sua sustentabilidade e competitividade diante dos novos desafios econômicos”, concluiu Patrícia.
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Créditos das Notícias Sebrae DF



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