CLDF de Patas Abertas: Câmara Legislativa promove 3ª campanha de adoção de animais
CLDF de Patas Abertas: Câmara Legislativa promove 3ª campanha de adoção de animais
Movimento foi realizado em parceria com o gabinete do deputado Fábio Felix (PSOL) e a Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da CLDF (Assecam)
Nesta terça-feira (28), a entrada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ficou repleta de cães e gatos em busca de um lar. Esta foi a 3ª edição da CLDF de Patas Abertas, campanha de adoção promovida por protetores de animais em parceria com o gabinete do deputado Fábio Felix (PSOL) e a Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da CLDF (Assecam).
“Essa campanha de adoção é apoiada pelo nosso mandato, mas a iniciativa veio da sociedade civil organizada, especialmente das protetoras e dos protetores de animais independentes, que já têm feito um trabalho muito grande de adoção, de recolhimento e de cuidado com esses animais. Eles têm tirado recursos do próprio bolso para financiar as vacinas, a castração, por exemplo, porque as políticas públicas ainda são muito debilitadas nesse tema”, pontuou o parlamentar.
Para Félix, promover essa visibilidade é importante para chamar atenção da sociedade. “A adoção de animais precisa ser tratada como política pública e todos os representantes dos poderes públicos devem se responsabilizar”, concluiu.
Entre os animais adotados na CLDF, estão duas gatinhas escolhidas pela servidora Daniela Brum, assessora do deputado Joaquim Roriz Neto (PL). Para ela, o principal significado da adoção é a reciprocidade. “A gente salva um animal que acaba salvando a gente também”, define.

Daniela fala com a experiência de quem já se encantou com a adoção antes, por meio da cachorrinha Luna. “A família do meu esposo resgatou a mãe dela grávida. Eu conheci a Luna com um mês de vida e me apaixonei. Hoje ela tem 5 anos, é o nosso xodó, linda, carinhosa, mansa, é a clássica caramelo”, conta.
>> Confira mais imagens da 3ª CLDF de Patas Abertas
Ela e o esposo já estavam pensando em aumentar a família com um gatinho e a feira de adoção foi a oportunidade perfeita. O nome de uma das gatinhas, a listrada, já foi escolhido: “professora McGonagall, para os íntimos, Minerva”. O nome da outra gatinha, toda preta, ficará a cargo do marido. Ela ressalta que “a adoção ajuda a evitar sofrimento e maus-tratos em animais nas ruas, principalmente no caso de gatos pretos”.
Amor com responsabilidade
Segundo a fundadora do projeto Miados e Ronronados, Juliana Campos, “a adoção responsável é o nível máximo de proteção, é quando completamos o ciclo de regatar, cuidar e conseguir uma família”. No entanto, enfatiza que o sucesso depende de compromisso de longo prazo. “O tutor precisa ter consciência, levando em consideração a expectativa de vida e os custos envolvidos com alimentação e vacinação, por exemplo”.

Juliana lembra que a campanha CLDF de Patas Abertas começou em 2025. Naquele ano, ela pediu apoio para o deputado Fábio Felix em um caso de maus-tratos contra vários gatos de pelagem tigrada. Ao conversarem, surgiu também a ideia de fazer uma campanha de adoção. Duas edições foram realizadas em 2025 e esta é a primeira de 2026.
Além da adoção, Juliana Campos ressalta que a castração é uma das medidas mais importantes na proteção animal, para evitar o aumento constante da situação de abandono. “Mesmo os animais em casa devem ser castrados, pois podem fugir. Se tivesse castração, não haveria 70% desses animais para doar”, avalia Juliana.
Por sua vez, a ativista independente Raquel Trento reforça que “a campanha de adoção é importante para tentar reduzir a proliferação de animais”, além de retirá-los das ruas. Ela levou seis cachorrinhos para a feira de doação, que viviam em condições precárias. “Eles estavam cheios de pulgas, agora estão vermifugados, vacinados e tratados contra pulgas”, detalha Raquel.

A adoção também foi incentivada pela voluntária Maria Louise Alves, da organização Toca Segura, que destaca o companheirismo dos animais. “Eles dão bastante carinho, são muito amorosos”, elogia. Ela aponta que outra forma de contribuir com a causa é por meio de doações para entidades de proteção aos animais. “Nós precisamos de bastante ajuda, tudo precisamos tirar do nosso bolso, como o pagamento de cirurgias”, afirma Maria Louise.

Agência CLDF de Notícias



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