Cachaça Doministro é eleita a Mió de Goiás em festival em Olhos d’Água
A Cachaça Doministro Extrapremium, envelhecida por cinco anos em carvalho, foi eleita a Mió de Goiás durante a 3ª edição do Festival da Cachaça realizado no Distrito de Olhos d’Água, em Alexânia, neste fim de semana (01 a 03). Produzida em Alexânia, a bebida tem como responsável o empresário Edivilson do Prado, proprietário do alambique.
O festival atraiu milhares de visitantes e contou com programação que incluiu shows, gastronomia e exposição de artesanato local. Segundo os organizadores, a edição deste ano superou as expectativas de público e impacto econômico, com rede de hospedagem totalmente ocupada e aumento na movimentação de restaurantes e comércios da região.
A história da Doministro começou na década de 1990, quando surgiu o projeto de produzir uma cachaça de alta qualidade aproveitando as condições naturais favoráveis de Alexânia. Após se aposentar do Tribunal de Contas da União, Carlos Átila decidiu profissionalizar a produção, consolidando a marca, que hoje é registrada no INPI e no Ministério da Agricultura.
Ao longo dos anos, a bebida conquistou classificações importantes. A partir de 2006, o envelhecimento passou a ser oficialmente controlado pelo Ministério da Agricultura. Lotes supervisionados deram origem a versões premium e extrapremium, com garrafas numeradas.
Idealizador do evento, Rubem Costa destacou que o festival nasceu com o objetivo de valorizar o município e dar visibilidade às cachaças goianas. “É uma vitrine para produtos de alto padrão. O nível está muito elevado, com diferenças mínimas entre os concorrentes”, afirmou.
Nesta edição, foram avaliadas 52 amostras de cerca de 22 alambiques. O uso de madeiras do Cerrado, como o baru, também chamou a atenção, refletindo inovação e identidade regional na produção. A ideia é ampliar ainda mais o evento para os próximos anos, pois o sucesso do evento vem crescendo ao longo do tempo. “Já estou planejando com a prefeitura e parlamentares para que em 2027 a gente possa crescer mais o evento para comportar uma estrutura maior e receber mais os admiradores da cachaça”.
O idealizador do evento disse, que a rede de hospedagem do Distrito de Olhos d’Água atingiu a capacidade de 100% com turistas de diversas partes do estado. “É muito gratificante ver a resposta das pessoas no que se refere a presença e participação no evento”, acrescenta.
O festival já integra o calendário oficial de Goiás e deve crescer nos próximos anos, com possibilidade de ampliação do espaço para receber mais visitantes, produtores e atrações.
Júri
Seis jurados, com vasta experiência em cachaça ficaram responsáveis por avaliar a qualidade da bebida. Eles ficaram confinados em uma pousada, durante dois dias, e receberam as amostras às cegas, sem identificação ou embalagem, para evitar qualquer tipo de interferência.
Sorvete de cachaça
Os expositores abusaram da criatividade com o tema central do evento. Uma delas é a produtora rural, Marcilene Mariano, levou para o estande o sorvete de mandioca com cachaça de baru. Segundo ela, foi um processo de pesquisa junto a diversos produtores e cachaças, até chegar a uma que combinasse com a harmonia da mandioca. “O baru tem um sabor intenso e ao mesmo tempo marcante que harmoniza muito bem com a mandioca. Foi um casamento muito feliz”, acrescenta.
Pelo sucesso no Festival da Cachaça, a produtora disse que vai manter o produto no cardápio. O sorvete de mandioca com cachaça de baru e pedacinhos de baru se destacou no evento, por ser um fruto do cerrado e ainda oferecer uma refrescância com um toque especial, a partir dos pedacinhos da fruta.



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