Brasília Basquete erra na prorrogação e perde para Franca no Nilson Nelson
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Uma atuação marcada por oscilações e desperdícios custou caro no momento mais sensível de uma partida com cara de playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB). O Brasília Basquete foi derrotado pelo Sesi Franca por 83 a 78, nesta terça-feira (14/4), no Ginásio Nilson Nelson, após levar o jogo à prorrogação e perder o controle de uma importante vantagem nos minutos finais.
Com a derrota, o Brasília Basquete ficou mais distante do terceiro lugar da fase regular da competição nacional. No sábado (18/8), às 11h15, a franquia do Distrito Federal se despede da primeira etapa da disputa em duelo contra o Bauru, também no Nilson Nelson. Depois disso, a equipe entrará de vez no clima das eliminatórias da competição nacional.
O início trouxe cenário positivo para o time da casa, com boa movimentação ofensiva e aproveitamento consistente nos arremessos. A vantagem construída no primeiro quarto, fechada em 24 a 15, refletiu um Brasília mais organizado, com volume de jogo e presença no perímetro, convertendo bolas importantes. O segundo período mostrou mudança brusca no desempenho. Franca cresceu na defesa, dificultou as ações ofensivas e reduziu a produção do ataque candango. A parcial de 18 a 11 para os visitantes expôs queda de intensidade e problemas na tomada de decisão, recolocando o adversário na partida.
A retomada no terceiro quarto manteve o jogo equilibrado, mas sem domínio claro do Brasília. O time alternou bons momentos com erros em sequência, permitindo ao adversário permanecer próximo no placar. A falta de consistência ofensiva passou a ser fator determinante para o andamento do confronto. No último período, o Brasília ainda encontrou forças para reagir, empurrado pela torcida, e levou o duelo para a prorrogação após empate em 72 pontos. O cenário parecia favorável, mas o desempenho na sequência voltou a apresentar falhas em momentos cruciais.
Erros decisivos
Na prorrogação, o time da casa perdeu o controle do jogo. Erros de execução, escolhas precipitadas e baixo aproveitamento nos lances livres abriram espaço para Franca assumir o comando. O adversário converteu 17 cobranças, contra apenas nove do Brasília, diferença decisiva no resultado final. O desempenho individual também refletiu a irregularidade coletiva. Facundo Corvalán liderou a pontuação com 17 pontos e sete assistências, enquanto Paulichi foi dominante nos rebotes, com 11. Ainda assim, a equipe não conseguiu transformar os números em controle efetivo do jogo.
Com 50 rebotes para cada lado, o equilíbrio físico ficou evidente, mas a diferença apareceu na execução. Franca cometeu menos erros, teve mais controle emocional e aproveitou melhor as posses decisivas, especialmente na prorrogação, quando o Brasília não sustentou o nível necessário. O resultado encerra a penúltima apresentação do Brasília Basquete na fase regular com sinais de alerta. A equipe terá pouco tempo para ajustes antes do início dos playoffs, fase na qual as falhas como as desta noite tendem a ter impacto ainda maior.
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