Arruda participa de encontro com mães atípicas e debate inclusão escolar no DF
O ex-governador e pré-candidato ao GDF, José Roberto Arruda participou, de um encontro com mães atípicas e profissionais da educação especial no Castelinho do Guará, no Distrito Federal. O evento foi promovido pelo PSD Mulher DF e reuniu cerca de 160 pessoas, entre familiares de crianças com deficiência e servidores da Secretaria de Educação do DF.
Arruda afirmou que pretende ouvir as demandas das famílias para construir ações voltadas ao público atípico. Durante o encontro, ele destacou os desafios enfrentados pelas mães no cotidiano e defendeu mais acolhimento e suporte às famílias. “São mulheres corajosas, que enfrentam uma caminhada difícil todos os dias. Queremos estar ao lado delas nessa luta”, afirmou.
Entre os principais temas discutidos estiveram as dificuldades de acesso à educação inclusiva, terapias especializadas e apoio psicossocial para estudantes com deficiência e suas famílias. Participantes também defenderam o fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação especial no DF.
Uma das reivindicações apresentadas foi a ampliação do Apoio Educacional Especializado (AEE). O grupo também pediu investimento em capacitação contínua para profissionais da educação, reorganização das equipes de apoio escolar e criação de protocolos específicos para atendimento de estudantes com crises sensoriais.
Outro ponto debatido foi a necessidade de maior integração entre as áreas da Saúde e da Educação, com equipes multiprofissionais atuando de forma regionalizada nas administrações do DF.
A administradora Alessandra Gonçalves Moraes, mãe atípica que participou do encontro, ressaltou a importância da garantia do direito à educação para pessoas com deficiência ao longo da vida. “A educação especial não pode ter limite. Pessoas com deficiência intelectual e múltipla têm direito à educação em todas as fases da vida”, disse.
A sobrecarga emocional e financeira enfrentada pelas mães atípicas também foi tema das discussões. Natália Olives, uma das participantes, falou sobre a necessidade de acolhimento e reconhecimento dessas mulheres. “Precisamos ser vistas e acolhidas. Somos mais do que mães atípicas. Existe vida, amor e dedicação por trás da maternidade”, afirmou.



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