DF quer aderir a programa nacional para frear alta do diesel e aliviar impacto no transporte

DF quer aderir a programa nacional para frear alta do diesel e aliviar impacto no transporte

*Por Cintia Ferreira

O Governo do Distrito Federal (GDF) articula a adesão a um programa nacional voltado a conter a alta do diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e passageiros. A proposta, coordenada pelo governo federal, prevê a concessão de subsídios para reduzir o preço final nas bombas e evitar efeitos em cadeia na economia.

A iniciativa surge em um momento de pressão sobre os combustíveis, impulsionada por fatores externos, como a valorização do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Nesse cenário, o diesel tem impacto direto não só no custo do frete, mas também na tarifa do transporte público e no preço de produtos básicos.

Pelo modelo em discussão, União e estados dividem o custo da compensação financeira às distribuidoras, reduzindo o valor repassado ao consumidor. Para o GDF, a adesão é vista como uma forma de proteger setores sensíveis da economia local, especialmente o sistema de transporte coletivo, que depende fortemente do diesel para operar.

Integrantes do governo avaliam que, embora a medida possa pressionar o orçamento público, o efeito de não aderir tende a ser mais oneroso. Isso porque a alta do combustível costuma se refletir rapidamente em reajustes tarifários e no encarecimento de alimentos e mercadorias, ampliando o impacto sobre a inflação.

Além do Distrito Federal, outros estados também discutem participação no programa, em um esforço coordenado para mitigar os efeitos da volatilidade internacional dos combustíveis. A adesão, no entanto, depende de ajustes técnicos e da definição de critérios claros para a divisão dos custos e a operacionalização dos repasses.

Caso seja formalizada, a expectativa do GDF é que a medida ajude a estabilizar os preços no curto prazo e evite aumentos imediatos no transporte público. O governo também acompanha as negociações com a União para garantir segurança jurídica e previsibilidade fiscal na implementação do programa.

A discussão ocorre em paralelo a outras estratégias avaliadas nacionalmente para lidar com a alta dos combustíveis, reforçando o papel do diesel como um dos principais vetores de pressão inflacionária no país.

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