Dor e revolta: menina de 6 anos morre atropelada em faixa de pedestres em Santa Maria

Dor e revolta: menina de 6 anos morre atropelada em faixa de pedestres em Santa Maria

*Por Cintia Ferreira

Na cidade que deu início à segurança a travessia de pedestres, com a criação da faixa de pedestres há 29 anos, uma tragédia abalou moradores de Santa Maria, no Distrito Federal, neste sábado (25). A pequena Alice, de apenas 6 anos, morreu após ser atropelada por um carro enquanto atravessava a rua. O caso gerou comoção e revolta.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 10h40 para atender a ocorrência, mobilizando três viaturas. No local, as equipes encontraram a vítima caída após ter sido atingida por um veículo. O carro envolvido não foi localizado inicialmente, e o motorista não estava presente no momento do atendimento.

A criança recebeu os primeiros socorros por uma ambulância do Hospital Regional do Gama que passava pela região, além de uma unidade de suporte avançado da UTI Vida. Em estado grave foi levada ao Hospital Regional de Santa Maria, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), confirmou que o motorista deixou o local do acidente sem prestar socorro. Posteriormente, o homem se apresentou à 33ª Delegacia de Polícia. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que não indicou consumo de álcool.

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para apurar as circunstâncias do atropelamento. Entre os pontos que serão investigados estão a velocidade do veículo, o respeito à faixa de pedestres e a dinâmica do acidente. Perícias técnicas e imagens de câmeras de segurança devem auxiliar na elucidação do caso.

O episódio reforça o alerta para os riscos no trânsito, especialmente em áreas urbanas com circulação de crianças. Especialistas destacam a importância da redução de velocidade e da atenção redobrada em faixas de pedestres, onde o pedestre tem prioridade.

Familiares contestam informações iniciais de que a criança estava sem supervisão, e relatam que Alice estava acompanhada no momento do acidente. Segundo o familiar Ricardo Antunes, a criança atravessava na faixa de pedestres, de mãos dadas com a avó, e alguns veículos chegaram a parar, enquanto outros não respeitaram a travessia.

A família afirma ainda que outras pessoas que estavam juntas quase também foram atingidas, reforçando que a criança estava segura no momento da travessia e que a responsabilidade seria do condutor por não ter parado.

Em relato, a familiar Gisele Pereira disse que a família vive um momento de choque e dor, agravado por uma data simbólica. Segundo ela, neste domingo (26) seria o aniversário da mãe da menina, o que torna a perda ainda mais difícil.

Familiares descrevem Alice como uma criança alegre, carinhosa e cheia de sonhos. Segundo eles, ela era muito brincalhona, tinha uma forte ligação com o irmão gêmeo e era considerada a alegria da família. Parentes afirmam que a dor da perda é imensa e pede respeito neste momento de luto, ressaltando que a memória da menina deve ser preservada como a de uma criança feliz, amada e cheia de vida.

Em mensagem de despedida, a familiar Gisele Pereira escreveu: “Sua luz brilhará para sempre em nossos corações, Alice. Descanse em paz, nosso pequeno anjo.”

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