Metroviários suspendem greve após nova tentativa de negociação mediada pelo TRT

Metroviários suspendem greve após nova tentativa de negociação mediada pelo TRT

Após 114 dias de negociações sem acordo considerado satisfatório, os metroviários decidiram suspender a greve que estava prevista para começar no dia 30. A paralisação havia sido aprovada em assembleia no dia 24, diante da falta de avanços nas propostas apresentadas pela empresa.

As informações foram detalhadas por Neiva, do Sindmetrô, que acompanhou todo o processo de negociação. Segundo ela, a proposta recebida incluía cláusulas sociais que já são previstas em legislação. Entre os pontos citados, estão benefícios como folga no dia do aniversário e abono em caso de coincidência com feriados ou domingos. Para a representante, essas medidas foram apresentadas como avanços, apesar de já serem direitos estabelecidos.

A principal reivindicação dos metroviários continua sendo a falta de pessoal. A categoria cobra o cumprimento de uma ação civil pública que prevê a contratação de aprovados no último concurso, além da realização de um novo processo seletivo. De acordo com a representante, a companhia está há 13 anos sem concurso público.

Durante o processo, houve uma reunião convocada pelo presidente da Câmara Legislativa, que enviou um ofício à Secretaria de Economia na tentativa de melhorar as condições de negociação. No entanto, segundo Neiva, não houve garantias concretas, especialmente em relação à realização de concurso público.

Na sexta-feira, uma nova rodada de negociação aconteceu com mediação do Tribunal Regional do Trabalho, por meio de reunião com a Sejuski, presidida pela desembargadora Flávia Falcão. Foi apresentada à categoria a possibilidade de uma mediação formal por meio de uma reclamação pré-processual, envolvendo o tribunal, a empresa e o sindicato.

Em assembleia realizada no domingo, marcada por forte participação e debates, a categoria decidiu suspender o movimento paredista. A decisão leva em conta a tentativa de avançar nas negociações por meio dessa mediação.

“Não queremos entrar em greve. Temos compromisso com os usuários e sabemos que é um movimento desgastante”, afirmou Neiva, ao reforçar que a categoria segue aberta ao diálogo com os órgãos responsáveis.

A suspensão da greve segue até o dia 15 de abril, prazo em que os trabalhadores esperam avanços mais concretos nas negociações conduzidas com apoio do Tribunal Regional do Trabalho.

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