UBSs do DF oferecem cuidado integral para pacientes idosos
“O circuito desenvolvido em nossa unidade foi pensado para cuidar da pessoa idosa de forma ampla, considerando aspectos físicos, emocionais, cognitivos, funcionais e sociais. Essa abordagem nos permite planejar atividades mais adequadas à realidade e às necessidades do grupo”, explica a fisioterapeuta e coordenadora da atividade no local, Núbia Passos.
Atendimento integral
Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde. A farmacêutica Tatiana Borges orienta sobre o uso racional de medicamentos e alerta para os riscos de remédios sem prescrição médica que podem interferir no equilíbrio. “Muitos idosos utilizam medicações por indicação informal, como ansiolíticos, sem acompanhamento adequado, o que pode potencializar tonturas, desequilíbrio e risco de fraturas. Por isso, reforçamos sempre o uso correto e seguro”, afirma.Magali Soares nota melhoras na mobilidade: “Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia”
A alimentação também faz parte do cuidado. A cada encontro, a nutricionista Jesuana Lemos realiza um momento de educação nutricional. “Com o tempo, é comum que os idosos reduzam o consumo de alimentos nutritivos. Por isso, procuramos constantemente desencorajar o consumo de alimentos ultraprocessados com receitas e dicas práticas de alimentação saudável adequada à faixa etária dos participantes”, ressalta.
Há três anos no grupo, a aposentada Magali Soares, 86 anos, percebe mudanças na disposição e na segurança para se movimentar. “Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia”, relata.
O grupo é destinado a idosos que têm a UBS 1 do Areal como referência, após avaliação da equipe multiprofissional da unidade. Interessados de outras regiões devem procurar a UBS de referência do seu território para conhecer os grupos disponíveis e as formas de participação.
Osteoporose
Idosos com diagnóstico de osteoporose têm maior probabilidade de sofrer quedas. A doença óssea é a principal causa de fraturas após os 50 anos e tende a crescer com o envelhecimento da população. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) estima que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dessa idade sofrerão fraturas relacionadas à condição.Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde, com orientação sobre uso de medicamentos
“É uma doença silenciosa que não causa dor até que ocorra uma fratura, podendo atingir quadril, coluna e costelas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce”, alerta o reumatologista e referência técnica distrital da SES-DF, Rodrigo Aires.
O especialista ressalta que o tratamento envolve medicamentos, suplementação alimentar, exercícios físicos e controle de fatores de risco. “Essas medidas reduzem o risco de fraturas, evitam complicações graves, preservam a autonomia e melhoram a qualidade de vida, desde que haja adesão e mudança de hábitos”, diz.
Em 2024, a rede pública do DF realizou cerca de 27 mil atendimentos em reumatologia. Em casos de suspeita ou diagnóstico de osteoporose, o primeiro atendimento deve ser realizado na UBS, que avalia o paciente e, se necessário, o encaminha para acompanhamento especializado.
O acesso aos medicamentos ocorre pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, pelo Centro Especializado em Saúde da Mulher ou pela farmácia ambulatorial do Hospital de Base, conforme o perfil clínico.
*Com informações da Secretaria de Saúde



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