Presidente da CLDF diz que análise de pedidos de impeachment de Ibaneis ficará para depois do Carnaval

Presidente da CLDF diz que análise de pedidos de impeachment de Ibaneis ficará para depois do Carnaval

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retomou os trabalhos nesta terça-feira (3), com a primeira sessão de 2026 após o recesso iniciado em 15 de dezembro. O encontro marcou o início oficial do ano legislativo, mas não houve votação de projetos.

Os debates do dia ficaram concentrados em dois temas: a investigação sobre a relação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master e os pedidos de impeachment apresentados contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), relacionados a esse caso.

O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), informou que os pedidos passarão primeiro por análise da Procuradoria da Casa. Segundo ele, somente após esse parecer o tema será avaliado pela Mesa Diretora.

De acordo com o presidente da Câmara, o prazo para essa etapa é de até 20 dias úteis, o que deve levar a discussão para depois do carnaval. Ele explicou que, a partir do parecer técnico, os deputados poderão avaliar politicamente os processos.

Durante a sessão de abertura, não houve a presença de representantes do Poder Executivo. Wellington Luiz afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo, após diálogo com o governador Ibaneis Rocha e com o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.

Em coletiva de imprensa, o governador Ibaneis Rocha (MDB) comentou os pedidos de impeachment e afirmou que as iniciativas fazem parte do papel da oposição. “Isso é normal, é o papel da oposição. É extremamente democrático que eles o façam, mas estamos totalmente limpos em relação a isso. Eu acredito que não seja nem aberta”, disse o governador.

A condução da sessão e a ausência do Executivo foram criticadas por parlamentares da oposição. O deputado distrital Fábio Félix (PSOL) questionou a afirmação do governador de que não teria conhecimento das negociações entre o BRB e o Banco Master. “Falar que essa pessoa não sabia é falar sobre a incapacidade dessa pessoa de conduzir o processo de solução do BRB e da melhoria do contexto político e da crise agora”, afirmou o parlamentar.

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