DF fica fora de acordo nacional e preço do diesel pode subir
O Distrito Federal não aderiu ao acordo proposto pelo Governo Federal para conter o aumento no preço do diesel. A informação foi confirmada pela Secretaria de Economia, que não detalhou os motivos da decisão.
O acordo foi anunciado na terça-feira (31), mesmo dia em que, segundo representantes de postos, as distribuidoras voltaram a subir os preços dos combustíveis no DF. O reajuste foi de R$ 0,05 por litro da gasolina e R$ 0,15 no diesel, aumento que ainda deve chegar ao consumidor final.
A proposta do governo federal prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio. Desse total, R$ 0,60 seriam pagos pela União e R$ 0,60 pelos estados, de forma proporcional ao consumo de cada unidade da federação.
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do DF (Sindicombustíveis), cerca de 80% dos estados aderiram à iniciativa. No entanto, o Distrito Federal decidiu ficar de fora.
O presidente do sindicato, Paulo Tavares, avaliou que a medida poderia trazer impactos positivos para a economia local e lamentou a decisão.
Ainda segundo o sindicato, as distribuidoras já reajustaram o preço do diesel em aproximadamente R$ 1,15 no DF, o que indica que não deve haver alívio imediato para o consumidor.
A entidade também destacou que o impacto da subvenção não seria imediato nem nos estados que aderiram, já que o preço dos combustíveis depende de fatores como origem do produto, custo logístico, volume importado e estoques disponíveis.
No caso do Distrito Federal, a situação é considerada mais sensível por causa da dependência de abastecimento externo e do transporte rodoviário, o que aumenta os efeitos dos reajustes sobre o custo de vida e a economia local.
O sindicato afirma que a decisão de não adesão exige uma justificativa técnica e alerta para possíveis impactos diretos no bolso da população.



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