Divulgação/Aneel Contas de energia elétrica terão adicional devido ao acionamento de térmicas A partir de 1º de setembro, a conta de luz dos…
Contas de energia elétrica terão adicional devido ao acionamento de térmicas
A partir de 1º de setembro, a conta de luz dos brasileiros ficará mais pesada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária vermelha, patamar 2, a mais alta do sistema. Com isso, será cobrado um valor adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Em 2015, a ANEEL criou o sistema de bandeiras tarifárias para sinalizar aos consumidores os custos de geração de energia no Brasil. O objetivo é refletir a variação dos custos de produção, que dependem de fatores como a disponibilidade de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, o aumento da participação de fontes renováveis e o acionamento de usinas mais caras, como as termelétricas.
A decisão reflete a crise hídrica que afeta o país. Segundo a Aneel, o nível dos reservatórios das hidrelétricas, que são a principal fonte de energia do Brasil e a de menor custo, permanece abaixo da média histórica. Para garantir o abastecimento, o sistema elétrico tem acionado com mais frequência as usinas termelétricas, que têm um custo de operação significativamente mais alto.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores as condições de geração de energia e, consequentemente, o custo da eletricidade. A bandeira verde, que vigorou até abril, não gerava cobrança extra. Em maio, o país entrou na bandeira amarela, e a partir de junho, o cenário se agravou, levando à adoção da bandeira vermelha. No mês passado, a situação se tornou ainda mais crítica com a elevação para o patamar 2.
Diante do cenário, a Aneel reforça a importância do consumo consciente. A agência recomenda que a população adote medidas simples para economizar energia e, assim, aliviar o peso na conta e ajudar na preservação dos recursos naturais. Entre as dicas estão:
Reduzir o tempo no banho;
Apagar as luzes em cômodos desocupados;
Evitar ligar vários aparelhos de alto consumo ao mesmo tempo.
A agência destaca que o uso consciente não só alivia o bolso do consumidor, mas também contribui para a sustentabilidade do setor elétrico em um momento de escassez hídrica.
Da Redação do Direto do congresso
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