Bolsa bate novo recorde histórico com efeito Tarcísio e juros nos EUA

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), superou duas máximas históricas nesta sexta-feira (29/8), em dia de festa no mercado de capitais no Brasil. Na prática, o indicador bateu dois recordes.

O primeiro deles foi o da pontuação obtida durante o pregão (no “intradia”), que chegou a 142.378 pontos. Antes disso, a melhor marca havia sido obtida na véspera, com 142.138 pontos. O índice também fechou em alta de 0,28% nesta sexta-feira, aos 141.422 pontos, superando os 141.263 pontos alcançados em 3 de julho.

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Já o dólar fechou em alta de 0,29% em relação ao real, cotado a R$ 5,42. Na véspera, ele havia registrado queda de 0,19%, a R$ 5,40.

Na avaliação de Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital, nesta sexta-feira, o mercado manteve o bom humor dos últimos dias, puxado por uma eventual candidatura à Presidência do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Na quinta-feira (28/8), pesquisa eleitoral da AtlasIntel mostrou Tarcísio à frente de Lula em um segundo turno do pleito.

Juros nos EUA

Além disso, nota o analista, seguem firmes as apostas em um corte de juros nos Estados Unidos em setembro. Dados sobre a inflação divulgados nesta sexta-feira ficaram dentro das expectativas dos agentes econômicos, reforçando tal possibilidade.

Para Bolzan, a alta do dólar frente ao real ocorreu na contramão dos mercados no exterior. Mas essa maior pressão sobre o câmbio no Brasil foi atribuída à formação da Ptax mensal (ou “guerra da Ptax”), que ocorre no último dia útil de cada mês.

Disputa da Ptax

A Ptax é uma média do preço do dólar em relação ao real, calculada pelo Banco Central. Ela serve de referência para contratos de câmbio. No fim do mês, empresas e investidores tentam influenciar o preço da moeda americana para que a média lhes seja favorável. Com isso, esses grupos vendem ou compram grandes quantidades de dólar para puxar o preço para cima ou para baixo, afetando a média final.

Dólar acumula queda

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que, ao longo do mês, a moeda americana acumulou queda de mais de 3%, mas encontrou espaço para uma pequena correção no último pregão.

Ele acrescenta que, no cenário externo, os dados de inflação nos EUA (2,6% na comparação anual, com núcleo a 3,0%), ficaram “em linha com as expectativas” e não tiveram impacto sobre o câmbio. “Eles apenas reforçaram a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seguirá guiado pelos próximos indicadores antes de decidir sobre o início do ciclo de cortes de juros”, afirma.

Créditos da Noticias

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