Arruda participa de filiação do Dr. João Luís ao PSD
O pré-candidato ao Governo do DF, José Roberto Arruda (PSD) marcou presença no ato de filiação do médico João Luís ao Partido Social Democrático (PSD), nesta terça-feira (24), em Brasília. A ocasião celebrou também o anúncio da pré-candidatura do médico a deputado distrital.
Durante a cerimônia, João Luís recebeu apoio de lideranças políticas da capital, incluindo Arruda. Em discurso, o ex-governador criticou a atual gestão da saúde pública no DF. “Todos nós que viemos aqui hoje sabemos das dificuldades que Brasília vive com o governo atual, que caotizou a saúde”, afirmou.
Dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) mostram que o número de leitos por habitante no Distrito Federal caiu nos últimos anos. Em 2010, eram 200 leitos para cada 100 mil habitantes; entre 2010 e 2020, o índice caiu para 170.
Médico, João Luís afirmou que pretende priorizar o debate sobre a saúde pública na Câmara Legislativa do DF, caso seja eleito. Segundo ele, o objetivo é melhorar o acesso e a qualidade do atendimento. “Eu tenho o sonho de que toda pessoa que chegue no hospital público tenha um atendimento decente, independentemente de qualquer influência”, disse.
A enfermeira Lídia Peres, também pré-candidata a deputada distrital, criticou as condições de trabalho na área. “Os profissionais da saúde estão adoecendo a cada plantão”, afirmou. O evento reuniu apoiadores e outros pré-candidatos, como Daniel Radar, Professor Jordenes, Cilene da Saúde, Marcos Vicenzo e Carol Calil.
Indicadores da saúde
Relatórios de órgãos de controle apontam problemas estruturais na saúde pública do DF. Auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) indica que apenas 14% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) têm estrutura considerada adequada.
Já a cobertura de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) está entre as piores do país. Segundo o Ministério da Saúde, o DF conta com 0,54 unidade para cada 100 mil habitantes — índice superior apenas ao do Amazonas.
Outra auditoria, do Tribunal de Contas da União (TCU), apontou irregularidades no uso de recursos federais no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), com cerca de R$ 3,3 bilhões em gastos considerados irregulares ou superfaturados.
Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPE-DF) também indica desigualdade no acesso aos serviços: seis em cada dez regiões administrativas enfrentam dificuldades, principalmente em áreas mais pobres e com maior presença de população negra.



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