Após repercussão, PM diz que flexões com alunos em escola do DF foram uma brincadeira

Após repercussão, PM diz que flexões com alunos em escola do DF foram uma brincadeira

Imagens gravadas dentro do CED 1 do Itapoã, no Distrito Federal, mostram alunos fazendo flexões no pátio da unidade escolar, na última quarta-feira (26). A situação chamou atenção após a divulgação dos vídeos.

O porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, major Broocker, afirmou que a atividade não foi obrigatória e classificou o momento como uma forma de descontração. Segundo ele, “ninguém forçou ninguém a fazer os exercícios. Na verdade, foi uma brincadeira utilizada para descontrair. Inclusive, o professor de educação física estava presente. Quem não podia ou não queria participar, não participou”. O major também informou que os policiais envolvidos foram afastados para que o caso seja apurado com transparência.

A corporação declarou que tomou conhecimento do ocorrido e que houve um equívoco na condução da situação. A PM informou ainda que não concorda com práticas que possam ser vistas como constrangedoras no ambiente escolar e reforçou que o caso está sendo investigado para esclarecer os fatos e adotar medidas administrativas, se necessário.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal também se manifestou e disse que foi informada sobre o episódio. De acordo com a pasta, a direção da escola reconheceu que houve um erro na condução do caso. A secretaria acionou a área de segurança pública, e a Polícia Militar autorizou a substituição dos policiais que atuavam na unidade.

O órgão destacou que não aceita práticas inadequadas no ambiente escolar e afirmou que nenhum estudante será prejudicado por não estar com o uniforme ou por eventual inadequação da vestimenta. A secretaria também reforçou que acompanha a situação e que mantém o compromisso com a proteção e o respeito aos estudantes.

Segundo informações, a situação teria ocorrido após policiais considerarem inadequada a cor dos agasalhos usados pelos alunos. Após a denúncia, os militares foram afastados das funções na escola.

Este é o primeiro ano em que estudantes da rede pública receberam o cartão uniforme, com valor de cerca de R$ 285, destinado à compra de pelo menos sete peças. No caso das escolas cívico-militares, como o CED 1 do Itapoã, o processo é diferente. Até que a regularização seja concluída, não há obrigatoriedade do uso completo do uniforme pelos alunos.

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