Acusados de chacina que matou 10 pessoas da mesma família vão a júri popular no DF

Acusados de chacina que matou 10 pessoas da mesma família vão a júri popular no DF

*Por Cintia Ferreira

Cinco acusados de envolvimento na chacina que matou 10 pessoas da mesma família no Distrito Federal começam a ser julgados nesta segunda-feira (13), no Tribunal do Júri de Planaltina. O caso, que chocou o país pela brutalidade, é considerado o maior massacre já registrado na capital.

Sentam no banco dos réus Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. Eles respondem por uma série de crimes, como homicídios qualificados, sequestro, extorsão, roubo, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

O julgamento previsto para começar nesta manhã, deve se estender por vários dias, devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas e provas reunidas durante as investigações.

Crime planejado e motivado por dinheiro

De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, os assassinatos foram premeditados e ocorreram entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. O grupo teria se organizado para tomar posse de uma chácara localizada no Itapoã, além de roubar dinheiro da família. A investigação aponta que o plano inicial era matar o patriarca da família e sequestrar outros parentes para obter vantagens financeiras. Ao longo de semanas, os criminosos mantiveram vítimas em cativeiro, forçando transferências bancárias e acessos a contas, antes de executar os assassinatos.

Dez vítimas, incluindo crianças. Ao todo, dez pessoas da mesma família foram mortas, entre elas três crianças de 6 e 7 anos.

As vítimas desapareceram em momentos diferentes, o que inicialmente dificultou a investigação. Corpos foram encontrados em locais distintos, alguns deles carbonizados dentro de veículos, em áreas do DF e de Goiás. O caso teve grande repercussão nacional pela crueldade e pela forma como os crimes foram executados ao longo de vários dias.

Investigação e prisões

As apurações começaram após o desaparecimento de membros da família, em janeiro de 2023. A Polícia Civil conseguiu identificar a participação dos suspeitos após localizar veículos incendiados com corpos e reunir provas sobre a movimentação financeira das vítimas. Os acusados foram presos ainda em janeiro daquele ano. Segundo a polícia, alguns deles chegaram a tentar despistar as investigações, apresentando versões falsas sobre o desaparecimento da família.

Possíveis penas

Somadas, as penas pelos crimes podem ultrapassar 300 anos de prisão, caso haja condenação. O julgamento desta semana marca uma das etapas mais aguardadas do processo e deve trazer novos detalhes sobre a dinâmica do crime e a participação de cada acusado.

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