Abordagens policiais serão reforçadas no DF para retirar armas e proteger população em situação de rua

Abordagens policiais serão reforçadas no DF para retirar armas e proteger população em situação de rua

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que as abordagens policiais continuarão seguindo os protocolos já existentes, com base em treinamento e respeito aos direitos das pessoas. Segundo os responsáveis, a diferença agora é que uma portaria foi criada para dar mais segurança jurídica ao trabalho dos policiais, principalmente nas abordagens a pessoas em situação de rua.

De acordo com a corporação, antes havia interpretações que restringiam determinadas ações, o que acabava inibindo os policiais. Com a nova norma, as revistas devem ser feitas com base em critérios objetivos, como a suspeita de que a pessoa esteja portando arma branca ou arma de fogo, de forma visível ou escondida. A medida vale independentemente de cor ou condição social.

A polícia afirma que o objetivo é prevenir crimes. Em alguns casos, a abordagem pode ocorrer de forma imediata, principalmente em situações emergenciais. Em outros, pode acontecer após denúncia. A orientação é que cada situação seja analisada de forma individual.

Durante coletiva, foi informado que, em duas semanas de atuação no Setor Comercial Sul, foram retiradas 53 facas com base na portaria. Dados apresentados mostram ainda que mais de 70% das pessoas que morreram no Plano Piloto eram pessoas em situação de rua. Segundo a Secretaria, há uma preocupação em proteger esse público.

Em relação ao porte de arma branca, representantes da segurança pública disseram que há consenso entre órgãos como Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública sobre a necessidade de intensificar o combate a esse tipo de crime. O texto da portaria contou com a participação dessas instituições.

Para o Carnaval, o planejamento já está definido. A polícia informou que haverá reforço no policiamento, reuniões de orientação antes das ações e uso de tecnologia, como drones. Também será instalada uma unidade itinerante para atendimento de casos de violência doméstica e contra crianças.

Segundo os dados apresentados, em 2025 foram retiradas 300 facas e tesouras durante o período de Carnaval. Nos dois últimos anos, não houve registro de ocorrências com facadas durante a festa. A intenção, segundo a Secretaria, é manter o padrão de segurança e repetir os resultados.

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