CLDF adia votação de projeto que retira imóveis do plano de capitalização do BRB por falta de quórum
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) adiou, por falta de quórum, a votação do projeto de lei nº 2.295/2026, de autoria do Executivo, que retira imóveis do plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A proposta foi tema de debate na sessão ordinária desta terça-feira (28).
O texto altera a Lei nº 7.845/2026, que trata das medidas para reequilibrar as finanças do banco, e exclui da lista de ativos dois imóveis: uma área no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), utilizada para serviços de saúde, e a Gleba A da Serrinha do Paranoá, com cerca de 716 hectares.
Durante a sessão, parlamentares divergiram sobre o alcance da proposta. O deputado Rogério Morro da Cruz (PSD) elogiou a iniciativa do governo em retirar os imóveis, mas defendeu a revogação completa da legislação. Segundo ele, bens públicos não deveriam ser utilizados para cobrir prejuízos do banco.
Já deputados da oposição cobraram mudanças mais amplas no texto. Chico Vigilante (PT) afirmou que pretende apresentar emendas para retirar todos os terrenos vinculados ao plano de capitalização e pediu garantias sobre a preservação ambiental da Serrinha do Paranoá. Ele sugeriu a criação de um parque na região.
Max Maciel (Psol) criticou a condução da política relacionada ao BRB e afirmou que havia alertas prévios sobre riscos envolvendo operações do banco. Fábio Felix (Psol) também classificou a medida como insuficiente e atribuiu à pressão de movimentos ambientalistas a retirada da área da Serrinha do projeto.
Gabriel Magno (PT) reforçou a defesa pela exclusão de todos os imóveis e questionou a ausência de parlamentares da base no momento em que a proposta poderia ser votada.
Sem o número mínimo de deputados em plenário, a análise do projeto foi adiada e ainda não há nova data definida para votação.



Publicar comentário