Sem acordo com governo, policiais penais e servidores da saúde intensificam mobilização no DF

Sem acordo com governo, policiais penais e servidores da saúde intensificam mobilização no DF

Sem avanço nas negociações com o governo do Distrito Federal, policiais penais e servidores da saúde intensificaram a mobilização por melhores condições de trabalho e reestruturação das carreiras. Nesta manhã de segunda-feira (6), fizeram ato em frente ao Palácio do Buriti, sede do GDF.

As categorias realizaram pressionam o Executivo por mudanças que envolvem reajustes, valorização profissional e reorganização das funções. A falta de acordo tem ampliado o clima de insatisfação entre os servidores públicos.

No sistema penitenciário, a crise ganhou novos contornos com a renúncia coletiva de chefes da Polícia Penal na semana passada. A decisão foi tomada durante assembleia da categoria como forma de protesto contra o que classificam como descaso do governo e descumprimento de promessas, incluindo a isonomia com outras forças de segurança.

A mobilização já impacta o funcionamento do sistema. Ao menos 166 policiais penais deixaram cargos de chefia, o que provocou cancelamento de centenas de audiências judiciais e suspensão de atividades, como transferências de presos e visitas em unidades prisionais.

Segundo representantes da categoria, a principal reivindicação é a regulamentação e reestruturação da carreira, considerada essencial para garantir melhores condições de trabalho e funcionamento adequado do sistema prisional.

Na área da saúde, servidores também relatam sobrecarga, falta de valorização e dificuldades estruturais no atendimento à população, reforçando a pressão por medidas imediatas. Entre as categorias mobilizadas estão servidores de farmácia, biomedicina e psicologia.

O impasse ocorre em meio a limitações do calendário eleitoral, que podem restringir a concessão de reajustes e mudanças estruturais nas carreiras públicas, aumentando a urgência das negociações.

Sem sinalização concreta de acordo, as categorias indicam que a mobilização deve continuar nos próximos dias.

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