Alimenta 2026 debate os impactos da rotina e da saúde mental nos hábitos alimentares | ASN Distrito Federal
A relação entre rotina, saúde mental e alimentação foi discutida na tarde desta sexta-feira, 6 de novembro, na Arena Nutrição, Saúde e Bem-Estar do Alimenta 2026. Especialistas analisaram como fatores cotidianos, como noites mal dormidas, excesso de compromissos, estresse e condições sociais, interferem nas escolhas alimentares e na qualidade de vida.
Mediado pelo nutricionista Gustavo Paiva, o painel reuniu a psiquiatra Renata Rainha, especialista em transtornos alimentares pela Universidade de São Paulo (USP) e fundadora do Centro Clínico Rainha, e o nutricionista e sanitarista Clayton Personnaz.
Durante a conversa, Renata destacou a influência da organização da rotina sobre os hábitos alimentares. Segundo ela, a correria do dia a dia pode levar as pessoas a deixar de fazer refeições nos horários adequados e, quando finalmente encontram tempo para comer, optar por alimentos mais calóricos e gordurosos.
A especialista também chamou a atenção para os efeitos da privação e das interrupções do sono sobre o comportamento alimentar. Dormir bem, explicou, contribui para o equilíbrio emocional e favorece escolhas mais conscientes no dia seguinte. “O sono é a faxina do nosso cérebro. Se eu dormir mal, minha emoção vai estar ruim no dia seguinte. Isso vai fazer com que eu tenha escolhas erradas, e isso inclui as escolhas alimentares. A noite anterior ajuda a entender o que a gente vai fazer no dia seguinte”, afirmou.
Renata citou ainda estudos que relacionam a qualidade do sono às emoções e aos hábitos alimentares. Segundo a profissional, pesquisas apontam que pessoas que dormem melhor tendem a apresentar mais emoções positivas e menos sintomas de ansiedade e irritabilidade. Por isso, defendeu que o cuidado com a alimentação deve considerar também a saúde emocional e a organização da rotina.
Na sequência, Clayton Personnaz ampliou a discussão ao abordar os fatores sociais relacionados ao ganho de peso. Para ele, a obesidade não pode ser tratada apenas como resultado de escolhas individuais, uma vez que renda, acesso à alimentação saudável, condições de moradia e trabalho também interferem na saúde. “Ganhar peso não é uma decisão individual”, ressaltou, ao defender que os determinantes sociais sejam considerados no debate sobre obesidade.
O nutricionista também falou sobre o aumento da presença dos alimentos ultraprocessados na alimentação da população. Diante dessa preocupação, destacou a necessidade da preferência por alimentos como frutas, verduras, arroz, feijão, ovos e carnes, além da importância de observar a composição dos produtos antes da compra. Ele explicou que alimentos processados e ultraprocessados não devem ser colocados na mesma categoria. “Nem todo alimento processado deixa de ser saudável. É importante diferenciar os alimentos processados dos ultraprocessados e prestar atenção à composição dos produtos que consumimos. Quando se trata de ultraprocessados, o cuidado precisa ser ainda maior”, afirmou.
Rótulos, saúde e os desafios da longevidade
A programação da Arena também trouxe discussões sobre a composição dos alimentos e os diferentes conceitos de saúde. No painel “Sem açúcar, sem lactose. Então é saudável?”, Bruna Tarso, CEO da Momma Doces e Gelatos Saudáveis, abordou a importância de ir além das informações destacadas nas embalagens. A conversa tratou da interpretação dos rótulos e dos critérios que ajudam a avaliar se um produto é realmente saudável, considerando também as mudanças na percepção sobre alimentação ao longo dos anos.

O gerontólogo Alexandre Kalache encerrou a programação com a palestra “A sociedade da longevidade: estamos preparados para viver mais?”. A apresentação abordou os desafios do envelhecimento populacional e a necessidade de pensar não apenas no aumento da expectativa de vida, mas também nas condições em que as pessoas vivem esses anos. O debate destacou a importância de preparar a sociedade para atender às demandas de uma população que vive mais e precisa de qualidade de vida.
Empreendedor encontrou no Sebrae orientação para desenvolver seu negócio
Entre os expositores da área de Nutrição, Saúde e Bem-Estar esteve Marcos Portela, empreendedor do segmento de açaí. Embora participe pela primeira vez de um evento promovido pelo Sebrae, sua relação com a instituição começou em 2014, quando recebeu a primeira consultoria. Desde então, o Sebrae acompanha sua trajetória empreendedora, oferecendo orientação para estruturar e desenvolver o negócio.
Marcos começou no segmento de franquias e contou com o apoio do Sebrae ao longo de sua caminhada. Segundo ele, as orientações recebidas foram importantes para compreender os passos necessários para empreender, organizar a gestão e ampliar as possibilidades de crescimento. O empresário afirmou que a instituição teve papel decisivo em sua trajetória e que é grato pelo conhecimento adquirido.
“Quando comecei a empreender, não sabia exatamente quais passos precisava seguir para transformar uma ideia em um negócio. O Sebrae me mostrou esse caminho, me ajudou a entender como estruturar e administrar a empresa. Sou muito grato por esse apoio, porque ele fez diferença na minha vida e na forma como conduzi meu empreendimento”, refletiu.
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Créditos das Notícias Sebrae DF



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