Ministério Público pede ao TCU suspensão de reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado por Lula às vésperas da eleição
Ministério Público pede ao TCU suspensão de reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado por Lula às vésperas da eleição O Ministério Público …
Ministério Público pede ao TCU suspensão de reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado por Lula às vésperas da eleição
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão cautelar do reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 17 de setembro de 2026, apenas 17 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que questiona a legalidade do decreto presidencial e a existência de previsão orçamentária para custear o aumento do benefício.
Com a medida anunciada pelo governo federal, o valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 por família, enquanto o benefício médio estimado foi elevado de R$ 675 para cerca de R$ 777. Os novos valores começaram a ser pagos em outubro, durante o período eleitoral.
Na representação, o Ministério Público sustenta que o decreto não demonstra de forma suficiente o impacto financeiro da medida, a origem dos recursos e sua compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O procurador também chama atenção para a proximidade entre o anúncio do reajuste e a realização das eleições, levantando a necessidade de apuração sobre eventual utilização política do benefício.
No entanto, o próprio pedido não afirma que tenha havido irregularidade eleitoral comprovada, mas defende que a questão seja analisada pelos órgãos de controle.
Segundo estimativas do governo federal, o reajuste terá impacto de aproximadamente R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027.
Em manifestação encaminhada aos órgãos de controle, o Ministério do Planejamento, comandado por Bruno Moretti, afirmou que existe espaço fiscal para custear o aumento, inclusive por meio do remanejamento de recursos previstos em outras áreas do orçamento federal.
A Advocacia-Geral da União (AGU) também defendeu a legalidade da medida, argumentando que a atualização dos valores para recompor perdas inflacionárias, por si só, não configura violação à legislação eleitoral.
O pedido apresentado pelo MPTCU tem caráter cautelar, ou seja, busca suspender temporariamente os efeitos do decreto até que o TCU conclua a análise sobre sua legalidade e adequação orçamentária.
Até o momento, não há decisão do Tribunal de Contas da União sobre o caso. Assim, o pedido do Ministério Público não implica a suspensão imediata dos pagamentos nem o cancelamento automático do reajuste aos beneficiários do programa.
Se desejar, posso adaptar a matéria para um tom mais investigativo ou mais neutro, semelhante ao estilo de grandes portais de notícias.
Da Redação



Publicar comentário