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Quarteto político liderado por Celina Leão domina eleições no DF, sucessão de 2030 pode matar a mesma aliança.

Quarteto político liderado por Celina Leão domina eleições no DF, sucessão de 2030 pode matar a mesma aliança.  Aliança formada por Celina L…


Quarteto político liderado por Celina Leão domina eleições no DF, sucessão de 2030 pode matar a mesma aliança. 

Aliança formada por Celina Leão, Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis consolida força eleitoral no Distrito Federal, mas disputa por cargos majoritários tende a desafiar unidade do grupo nos próximos anos.
A aliança política formada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pela senadora Damares Alves e pela deputada federal Bia Kicis vive seu momento de maior força no cenário político brasiliense. 

Após duas eleições consecutivas marcadas por vitórias expressivas, o grupo consolidou um dos blocos mais influentes da direita no Distrito Federal.
A trajetória de sucesso começou em 2022, quando Damares Alves conquistou a única vaga ao Senado em disputa. Na ocasião, ela derrotou Flávia Arruda, também ex-ministra e considerada a candidata apoiada pelo então governador Ibaneis Rocha.
Quatro anos depois, a aliança voltou a mostrar sua força nas urnas. Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal, ampliando a presença do grupo no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, Bia Kicis passou a integrar de forma definitiva esse núcleo político, transformando o antigo trio em um quarteto de grande influência nas decisões da direita brasiliense.
Além da representatividade eleitoral, as quatro lideranças compartilham pautas conservadoras e mantêm proximidade política, fator que tem fortalecido a articulação do grupo nas eleições e nas principais discussões do Distrito Federal.
O desafio será 2030
Se o cenário atual é de unidade, o mesmo pode não ocorrer na próxima sucessão distrital. As eleições de 2030 prometem colocar à prova a capacidade de convivência política entre as quatro lideranças.
A expectativa é de que Celina Leão dispute uma vaga no Senado, justamente a cadeira atualmente ocupada por Damares Alves. A senadora, por sua vez, é apontada nos bastidores como um dos nomes cotados para disputar o Governo do Distrito Federal.
Na mesma corrida pelo Palácio do Buriti também aparecem a deputada federal Bia Kicis e o atual vice-governador Gustavo Rocha, ambos lembrados como possíveis candidatos do campo conservador.
Esse cenário poderá transformar atuais aliadas em concorrentes diretas, exigindo negociações para definir quem representará cada projeto político.
Unidade sob pressão
Até lá, o grupo terá tempo para administrar interesses e construir consensos. O desafio será manter a unidade que garantiu vitórias eleitorais recentes diante de projetos pessoais cada vez mais robustos.
A aliança entre Celina Leão, Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis segue como uma das mais fortes do Distrito Federal. No entanto, à medida que se aproximam as eleições de 2030, a disputa por espaço político poderá colocar à prova uma parceria construída sobre vitórias, afinidade ideológica e objetivos comuns.
Afinal, vencer eleições em conjunto costuma ser mais simples do que definir, entre aliados, quem ocupará os principais cargos de poder.

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