Terceira via chega à reta final da eleição sem romper polarização e enfrenta pressão do voto útil, avaliam especialistas
Terceira via chega à reta final da eleição sem romper polarização e enfrenta pressão do voto útil, avaliam especialistas A poucos dias da el…
Terceira via chega à reta final da eleição sem romper polarização e enfrenta pressão do voto útil, avaliam especialistas
A poucos dias da eleição presidencial, os candidatos da chamada terceira via seguem enfrentando dificuldades para conquistar espaço na disputa nacional. As pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta segunda-feira (28) indicam que as candidaturas alternativas continuam distantes dos dois principais concorrentes, enquanto o apelo pelo voto útil ganha força na reta final da campanha.
O cenário tem afetado candidaturas como as de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), que não conseguiram romper a polarização observada ao longo do processo eleitoral.
Com a disputa concentrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiadores dos dois principais candidatos intensificaram os discursos em favor do voto útil, buscando atrair eleitores que ainda pretendiam optar por nomes fora da polarização.
Segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, diversos fatores explicam a dificuldade da terceira via em ganhar competitividade. Entre eles estão a consolidação das preferências do eleitorado, o elevado número de candidatos, a forte identificação de parte dos brasileiros com as lideranças de Lula e Bolsonaro e a dificuldade das candidaturas alternativas em apresentar uma narrativa capaz de mobilizar um grande contingente de eleitores.
Na avaliação dos cientistas políticos, o fenômeno não é novo. Assim como ocorreu nas eleições presidenciais anteriores, a polarização voltou a concentrar as atenções da campanha, reduzindo o espaço para candidatos que buscam uma alternativa aos dois principais polos políticos do país.
Outro elemento apontado pelos analistas é o chamado efeito da “cristalização” do voto. À medida que a eleição se aproxima, cresce o número de eleitores que consolidam sua escolha, diminuindo as possibilidades de mudanças significativas nas intenções de voto.
Além disso, a estratégia do voto útil costuma ganhar força nos últimos dias de campanha. Nesse momento, parte do eleitorado decide abandonar seu candidato preferido para apoiar um concorrente considerado mais competitivo, na tentativa de influenciar diretamente o resultado da eleição.
Embora esse movimento possa provocar alterações pontuais nas pesquisas, especialistas destacam que a migração de votos depende de fatores como o desempenho dos candidatos na reta final, a repercussão dos debates, os acontecimentos da campanha e a percepção do eleitor sobre as chances reais de cada candidatura.
Com menos de uma semana para a votação, a expectativa é que a disputa permaneça concentrada entre os candidatos que lideram as pesquisas, enquanto a terceira via tenta conquistar eleitores indecisos e minimizar os efeitos do voto útil nos últimos dias antes da abertura das urnas.
Da Redação



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