Destaque

Lula reage a perguntas sobre filho e ex-chefe de gabinete durante sabatina no Jornal Nacional

Lula reage a perguntas sobre filho e ex-chefe de gabinete durante sabatina no Jornal Nacional Lula na sabatina do Jornal Nacional – (crédito…


Lula reage a perguntas sobre filho e ex-chefe de gabinete durante sabatina no Jornal Nacional

Lula na sabatina do Jornal Nacional – (crédito: Reprodução/TV Globo)

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de quinta-feira (27), foi marcada por momentos de tensão durante questionamentos sobre investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O episódio ocorreu em meio à campanha das eleições de 2026 e evidenciou o desconforto do presidente diante dos temas.

Ao ser questionado sobre as investigações envolvendo Lulinha, acusado de suposto tráfico de influência junto ao governo, Lula afirmou que não pretende interferir no trabalho das autoridades e declarou que qualquer eventual crime deverá ser julgado pela Justiça.

“Não sou do Ministério Público, não sou delegado, não sou juiz. Sou presidente da República e pai do Fábio. Se ele cometeu qualquer ilícito, terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, afirmou o presidente durante a entrevista.

O presidente também respondeu a perguntas sobre mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger, nas quais ela teria mencionado que Lulinha “entrava em campo quando precisava”. Lula disse não conhecer a empresária, voltou a afirmar que não irá interferir nas investigações e comparou a situação do filho às acusações que enfrentou durante a Operação Lava-Jato.

Outro tema abordado foi a investigação envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. Questionado sobre denúncias de que ele teria recebido recursos e joias, Lula classificou a conduta como inadequada.

“Não é adequado, é totalmente errado. Esse não é o papel de um chefe de gabinete”, declarou, acrescentando que o ex-assessor poderia ter recorrido diretamente a ele caso enfrentasse dificuldades financeiras.

Durante a entrevista, Lula também voltou a defender sua inocência nos processos da Operação Lava-Jato, criticou o ex-juiz Sergio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol e afirmou que parte da imprensa reproduziu acusações que, segundo ele, eram falsas.

Em um dos momentos mais tensos da sabatina, após a sequência de perguntas sobre investigações, o presidente reclamou da condução da entrevista. “Acho que estava na hora, porque estava parecendo que eu estava no Ministério Público”, disse quando o assunto mudou para economia e contas públicas.

Na parte final da sabatina, Lula respondeu a questionamentos sobre educação, ajuste fiscal e segurança pública. Ao comentar os índices de violência na Bahia, governada pelo PT há duas décadas, afirmou que nenhum estado conseguiu resolver sozinho o problema da criminalidade e defendeu mais investimentos em inteligência e políticas públicas para o setor.

A entrevista integra a série de sabatinas promovidas pelo Jornal Nacional com os principais candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 e teve ampla repercussão política, especialmente pelas respostas do presidente sobre investigações envolvendo pessoas próximas ao seu círculo familiar e político.

Da redação 

Publicar comentário